lorena poema
   
 
   
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frasqueira

não me emocionam mais os surtos heróicos

de marina para segurar o que já vai

arranhando as unhas nas paredes do precipício

 

e deixo cair

 

os espasmos de saudade que marina sente

do que perdeu porque não cuidou

não me emocionam mais

 

ah, a juventude, a de marina segue relapsa

fazendo de conta como nos livros infantis

e aquela fantasia não me emociona mais

 

uma pena

 

meu coração parou de bater

na tecla que marina chama de destino

e agora o que marina chama de amor

eu não atendo mais.

bruna beber


está no livro balés a versão final desse poema:

 

não me emociona o heroísmo
o que arranha as unhas nas paredes
do precipício deixo cair

a saudade que se sente
o faz de conta, aquela fantasia
não me emocionam mais

meu coração parou de bater
na tecla que você chama de destino
e o que você chama de amor
eu não atendo mais

 

 

 

 

Gerhard Ricther  - Tulips, 1995, óleo sobre tela

 

                                     

Anton Henning   - Pin.Up Nº 148, 2009, óleo sobre tela.

São dois (que eu amei conhecer) dos artistas presentes na mostra Se não neste tempo, que está em cartaz no MASP. Adorei. 



Escrito por lorena martins às 17h34
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SOBRE UMA FOTO DE EDWARD WESTON

Nua, anônima, 1923. Vinte anos presumíveis
branca, em decúbito dorsal, com o tronco
arqueado (talvez pela respiração presa
no instante único da foto, ou melhor:
foi a foto que a sustou, a suspendeu
para sempre), e mais o cheiro, parado
do grosso cabelo preto do púbis
do pouco que aparece nas axilas não raspadas
que saboreio, degusto, engulo em seco
sinto o gosto, agora, porque a pele
do corpo é de hoje, setenta e oito anos depois
e brilha, lisa, morena de sol, sem nenhum sinal
de vida, porém. Teus olhos fechados te encerram.

Armando Freitas Filho

Edward Weston



Escrito por lorena martins às 12h00
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É HOJE!

Lançamento da minha querida Alice Ruiz.

IMPERDÍVEL!



Escrito por lorena martins às 11h35
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