lorena poema
   
 
   
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MADRUGADA

Do fundo de meu quarto, do fundo
de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço
crescer no osso e no músculo da noite
a noite

a noite ocidental obscenamente acesa
sobre meu país dividido em classes

 

Ferreira Gullar estará neste final de semana em São Francisco Xavier-SP, onde participará do III Festival da Mantiqueira. Na segunda-feira, o poeta partirá para Monteiro Lobato, São Bento do Sapucaí, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, para participar do programa Viagem Literária. A programação completa do Festival e do Viagem Literária você encontra no www.cultura.sp.gov.br. Imperdível!



Escrito por lorena martins às 16h21
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Aeromoça
 
E uma aeromoça mandou apagar todos os apetrechos de fumo
E não especificou: cigarro, charuto ou cachimbo.
E eu respondi no meu coração: você tem belos apetrechos de amor,
E também não especifiquei.
 
E ela disse que eu apertasse o cinto e me afivelasse
À poltrona, e eu respondi:
Quero que todas as fivelas na minha vida tenham a forma da sua boca.
 
E ela disse: Você quer café agora ou mais tarde
Ou nunca. E passou por mim,
Alta de tocar o céu.
 
A pequena cicatriz no alto do seu braço
Indicava que jamais contrairia varíola
Seus olhos indicavam que jamais voltaria a se apaixonar.
Pertence ao partido conservador
Daqueles que só têm um grande amor na vida.

Yehuda Amichai 
Tradução: Monique Balbuena


Paul Klee: Sommeil d'hiver, 1938.



Escrito por lorena martins às 13h45
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