lorena poema
   
 
   
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2.
 
I go where I love and where I am loved,
into the snow;
 
I go to the things I love
with no thought of duty or pity;
 
I go where I belong, inexorably,
as the rain that has lain long
 
in the furrow; I have given
or would have given
 
life to the grain;
but if it will not grow or ripen
 
with the rain of beauty,
the rain will return to the cloud;
 
the harvester sharpens his steel on the stone;
but this is not our field,
 
we have not sown this;
pitiless, pitiless, let us leave
 
The-place-of-a-skull
to those who have fashioned it.
 
H.D. or Hilda Doolittle in The Flowering of the Rod
 
 
Adonde amo y soy amada,
hacia la nieve, me dirijo;
 
voy a las cosas que amo
sin sentir obligación ni compasión;
 
voy adonde pertenezco, inexorablemente,
como lluvia hace tiempo retenida
 
en el surco; he dado
o hubiera dado
 
vida al grano;
mas si no crece o madura
 
com la lluvia de la belleza,
volverá la lluvia a la nube;
 
el recolector afila su acero en la piedra;
pero esto no es nuestro terreno;
 
no lo hemos sembrado nosotros;
sin compasión, sin compasión, dejemos
 
El-lugar-de-la-calavera
a aquellos que lo han modelado.
 
Tradução de Natalia Carbajosa

J.M.W. Turner : Snow Storm-Steam-Boat off a Harbour's Mouth (1842)
 



Escrito por lorena martins às 18h49
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escorre-me o cansaço
escuro
dos cabelos à laje
                 imunda
minha fala derramada.

arrasto camisolas e divãs
respiro próximo
                   à janela
pequenos infernos
rachados às pressas.

visto violinos como se fossem
                                        troncos
e dos braços apunhalados
pudesse ver
            arrepiarem os pêlos.

corrijo as pernas entre as cortinas
escondo os farelos
                    do meu dia
desfaço flores à porta
rouca encostada
tramando
            feixes de luz.

 [Este poema integra o meu primeiro livro, água para viagem, que sairá em 2011. Em breve mais notícias.] 

Jan Smith

[ De 9 de março a 1º de abril, a Galeria Eduardo H Fernandes recebe AUSÊNCIA E ABANDONO, exposição de fotos de Smith.]



Escrito por lorena martins às 15h47
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O teu rosto inclinado pelo vento;
a feroz brancura dos teus dentes;
as mãos, de certo modo, irresponsáveis,
e contudo sombrias, e contudo transparentes;
o triunfo cruel das tuas pernas,
colunas em repouso se anoitece;
o peito raso, claro, feito de água;
a boca sossegada onde apetece
 
Navegar ou cantar, ou simplesmente ser
a cor dum fruto, o peso duma flor;
as palavras mordendo a solidão,
atravessadas de alegria e de terror;
são a grande razão, a única razão.
 
Eugénio de Andrade

Tous les matins du monde (Todas as manhãs do mundo), de Alain Corneau, 1990. 



Escrito por lorena martins às 18h59
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