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o amor deixa marcas estranhas

indecifráveis
ideogramas

pequenas vinganças
dormindo sem paz
em cama de pétalas
e velhos jornais

cicatrizes discretas
e outros sinais

como um vício comum
como outro
qualquer

o amor deixa marcas estranhas

quando deixa
de ser

poeta arrudA

araquém alcântara.



Escrito por lorena martins às 15h15
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                                 para bóris marin

e com a mesma gravidade
com que as fotos perdem o foco
com que o olhar de minha mãe
condena e o fato
de todos nós sorrirmos 
para o homem que descansa
sua bengala e sua consciência
naquelas tardes de verão
ninguém ousaria
invadir as casas.

A Fita Branca (2009), de Haneke



Escrito por lorena martins às 01h00
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Soneto

(Dezembro de 1937)

Aceitarás o amor como eu o encaro?...
... Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.

Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.

Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.

Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.

Mário de Andrade

(reencontrei o mário lá no blog da bruna. adorei e trouxe pra cá.)


A odalisca de Matisse.

 



Escrito por lorena martins às 14h23
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