eu te dôo a minha apatia jogo os cinzeiros sobre a mesa até os estilhaços vidro, baganas e meus pés em falso
eu desvio meu pensamento pisando em cacos mofando a toalha na cabeça cinzenta afogando banhos frios.
eu me ofereço pálida meu amor atordoado que se queima à boca do bule retinta.
eu me concedo ansiosa guardando dos livros os trechos que me podam rasgando os poemas pela metade permanecendo chuva turva e tua.

egon schiele "nu assis" (1910)
Escrito por lorena martins às 21h38
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|