quem dera agora um canto teuum lóbulo ao alcance da línguapara lamber-te um canto meuquiçáque estáque há
ana y otto. "os amantes do círculo polar", de julio medem.
Escorre-me o cansaçoescurodos cabelos à laje imundaminha fala derramada.
(inunda-me pensar-te longe)
Arrasto camisolas e divãsrespiro próximo à janelapequenos infernosrachados às pressas.
Visto violinos como se fossem troncose dos braços apunhaladospudesse ver arrepiarem os pêlos.
Corrijo as pernas entre as cortinasescondo os farelos do meu diadesfaço flores à portarouca encostadatramando feixes de luz.